Abres os braços e queimas-me por dentro com os teus raios de sol,
Abro os braços e abrigo-te em mim até te conhecer de cor.
Do teu olhar nasci eu,
O que era antes de ti era apenas rascunho,
Rascunho que te esperava sem saber para se transformar em algo.
Mas falho,
Falho e peco ao tentar reduzir-te a frases.
E que pecado é escrever-te numa frase,
As palavras são pequenas,inúteis,
As palavras não chegam para a tua grandeza.
E isso torna-te ainda maior.
sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
V
Escrever poesia é pintar uma tela,
Usando-te a ti como inspiração
e a nossa história como a tinta
que se vai gastando com o tempo,
mas que faz qualquer um apaixonar-se,
como eu me apaixono de novo por ti
a cada dia que passa,
a cada manhã que acordo a teu lado.
Escrever poesia é ouvires-me sem que eu fale,
É fazer eco sem fazer barulho,
É ficar rouca sem gritar.
Usando-te a ti como inspiração
e a nossa história como a tinta
que se vai gastando com o tempo,
mas que faz qualquer um apaixonar-se,
como eu me apaixono de novo por ti
a cada dia que passa,
a cada manhã que acordo a teu lado.
Escrever poesia é ouvires-me sem que eu fale,
É fazer eco sem fazer barulho,
É ficar rouca sem gritar.
sábado, 15 de novembro de 2008
IV
Quando elaboravas as tuas teorias sobre o amor
E dizias que este é mais que loucura, mais que droga,
Um estado embriagado,algo que te faz voar,
Eu não acreditava
Mas agora...
Agora compreendo,
Agora entrego- me,
E tu sabes,
Não só porque basta que me olhes nos olhos para o saberes
Mas também porque consegues ver através deles.
E quando vês através dos meus olhos
Sabes que não basta gostar do que sou
E gostar do que és,
Mas é também necessário gostar do que somos
Sendo que acredito que o que eu era e o que tu eras
tinha o único propósito de criar o que somos juntos
E quando as luzes da cidade se apagarem,
Entrelaça os teus dedos com os meus,
E vive comigo esta loucura embriagada com asas para voar
E dizias que este é mais que loucura, mais que droga,
Um estado embriagado,algo que te faz voar,
Eu não acreditava
Mas agora...
Agora compreendo,
Agora entrego- me,
E tu sabes,
Não só porque basta que me olhes nos olhos para o saberes
Mas também porque consegues ver através deles.
E quando vês através dos meus olhos
Sabes que não basta gostar do que sou
E gostar do que és,
Mas é também necessário gostar do que somos
Sendo que acredito que o que eu era e o que tu eras
tinha o único propósito de criar o que somos juntos
E quando as luzes da cidade se apagarem,
Entrelaça os teus dedos com os meus,
E vive comigo esta loucura embriagada com asas para voar
sábado, 18 de outubro de 2008
III
Acordei num beco
Perto de uma rua com o teu nome.
As pedras da calçada molhadas pela chuva da noite
Disseram-me que já não estavas ali.
Inspirei,
Expirei.
Ressaco agora deste ar
por saber que já não o respiras.
Respirei a saudade,
Saudade que magoa
A cada dia que passa
E em que que aprendemos de novo
A dizer adeus.
Perto de uma rua com o teu nome.
As pedras da calçada molhadas pela chuva da noite
Disseram-me que já não estavas ali.
Inspirei,
Expirei.
Ressaco agora deste ar
por saber que já não o respiras.
Respirei a saudade,
Saudade que magoa
A cada dia que passa
E em que que aprendemos de novo
A dizer adeus.
domingo, 5 de outubro de 2008
II
Porque me sinto eu culpada?
Porque sinto que sinto de mais
Quando todos deixaram de sentir?
Quero,
Quero e sem vergonha
Tudo o que achava exagero,
O que os filmes retratavam e eu achava ilusão.
Mas o que sinto é isso,
É exagero,
É sonho,
É ilusão.
E não me importo.
Por mais que evite tu reapareces
Chamando-me.
E do som da tua voz renasce toda a ilusão.
E iludo-me.
Na esperança de te poder ter.
De ter tudo aquilo que antes ridicularizava.
Quero.
Quero adormecer nos teus braços,
Acordar a teu lado,
Saber os teus desejos e medos,
Decorar todas as tuas rugas.
Envelhecer ao teu lado
Na cadeira de baloiço da varanda e saber que te dei tudo,
Mesmo sabendo que deverias ter mais.
E assim,
Iludo-me.
Na esperança que a minha alma permaneça junto da tua
Para que tenhas tudo o que mereces.
Entrego-me de corpo e alma,
Porque sei que somos mais que tudo o que já existe,
Que reinventamos a palavra amor.
E o que eu sou é apenas o que sou contigo.
Mas não é assim tão simples,
Torna-se complexo.
Matas-me,
Quando sofres morre parte de mim,
E se preciso morro inteira.
Mas dás-me vida,
Se não morro é porque te tenho,
É por ti que eu ressuscito.
É complexo,
Fazes de mim forte,
Quando cais eu agarro-te.
Mas fazes de mim fraca,
Porque a força que te sustém não é a minha,
Eu caí contigo,
No segundo em que te vi chorar.
As minhas lágrimas são as tuas,
A mão que apertas é a minha.
As nossas almas são só uma
E essa é nossa.
Porque sinto que sinto de mais
Quando todos deixaram de sentir?
Quero,
Quero e sem vergonha
Tudo o que achava exagero,
O que os filmes retratavam e eu achava ilusão.
Mas o que sinto é isso,
É exagero,
É sonho,
É ilusão.
E não me importo.
Por mais que evite tu reapareces
Chamando-me.
E do som da tua voz renasce toda a ilusão.
E iludo-me.
Na esperança de te poder ter.
De ter tudo aquilo que antes ridicularizava.
Quero.
Quero adormecer nos teus braços,
Acordar a teu lado,
Saber os teus desejos e medos,
Decorar todas as tuas rugas.
Envelhecer ao teu lado
Na cadeira de baloiço da varanda e saber que te dei tudo,
Mesmo sabendo que deverias ter mais.
E assim,
Iludo-me.
Na esperança que a minha alma permaneça junto da tua
Para que tenhas tudo o que mereces.
Entrego-me de corpo e alma,
Porque sei que somos mais que tudo o que já existe,
Que reinventamos a palavra amor.
E o que eu sou é apenas o que sou contigo.
Mas não é assim tão simples,
Torna-se complexo.
Matas-me,
Quando sofres morre parte de mim,
E se preciso morro inteira.
Mas dás-me vida,
Se não morro é porque te tenho,
É por ti que eu ressuscito.
É complexo,
Fazes de mim forte,
Quando cais eu agarro-te.
Mas fazes de mim fraca,
Porque a força que te sustém não é a minha,
Eu caí contigo,
No segundo em que te vi chorar.
As minhas lágrimas são as tuas,
A mão que apertas é a minha.
As nossas almas são só uma
E essa é nossa.
sábado, 4 de outubro de 2008
I
Ecos,
Ecos de tudo e de nada,
Ecos da tua mais pequena palavra,
Ecos de quando gritaste ao mundo
A tua vida versejada.
Viveste
E desta à tua vida forma de poema
Escrito à mão
E com cheiro a tinta.
E viveste como mais ninguém.
Vida levada ao sabor da poesia,
Num verso vibrante,
Numa métrica desconcertante.
Conhecedor da arte,
Da arte do teatro,
Da arte da poesia,
Da arte de dizer,
Mas a tua maior arte era a de viver.
Ecos de tudo e de nada,
Ecos da tua mais pequena palavra,
Ecos de quando gritaste ao mundo
A tua vida versejada.
Viveste
E desta à tua vida forma de poema
Escrito à mão
E com cheiro a tinta.
E viveste como mais ninguém.
Vida levada ao sabor da poesia,
Num verso vibrante,
Numa métrica desconcertante.
Conhecedor da arte,
Da arte do teatro,
Da arte da poesia,
Da arte de dizer,
Mas a tua maior arte era a de viver.
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